quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aos hipersensíveis...

Nunca me importei de ser ‘insensível’ aos olhos dos outros, e hipersensível dentro de mim, com a verdade.  Acho que, na verdade, sempre tive certo ‘orgulho’ de ser dessa forma, de sentir mais que os outros e saber se ‘prevenir’ de potenciais machucados emocionais, já sofri demais assim.. Tantos anos, tanto tempo.. De certa forma, quando mais a psicose imperava mais a verdade verdadeira do mundo eu via.. Ou assim eu imaginava (às vezes, ainda acho).
                Hoje tento apagar o que foi não mais sentir, não mais lembrar, me esquecer e ser alguém ‘normal’. Abro mão do meu ‘super poder’ da verdade, para ser alguém como qualquer outro. Alguém que não sente as coisas como eu sinto, e infelizmente mais algumas pessoas.
                Sempre fugindo, de grandes emoções, pelas pequenas e insignificantes já serem tão marcantes, preferi evitar relacionamentos muito próximos do meu Eu.
                Fugi.. Até uma madrugada, na minha cama, com um confidente, um amante.. um novo amor, e talvez último.. Não consigo enxergar em que ponto me fisgou, mas o fato é que fisgou e tudo o que passei a vida fugindo, eu iria precisar encarar, iria precisar olhar de frente pra todas aquelas coisas terríveis minha e alheia que ainda tento apagar, esquecer...
                Você soube de como eu era, de como sou, você me aceitou, me ajudou, me julgou, me acompanhou, me xingou, ficou do meu lado.. E, você do meu lado todos os minutos do mundo é o que me basta pra viver, você sabe.. vivo por você.
Mesmo em crises que acho que vale a pena abandonar nosso tudo pelo simples fato de não encarar mais a mim mesma, de não encarar mais essas emoções, aah emoções, como queria não ter coração, já que não consigo ser uma pessoa normal.
As vezes eu canso da vida, canso do mundo, nada mais me agrada, nada me anima, tudo é injusto, me corto, vejo o sangue saindo de dentro de mim, e só assim percebo que ainda estou viva. Graças àquele líquido avermelhado correndo dentro de mim, as vezes tenho vontade de drená-lo. As vezes.. Como hoje, vejo alguém na mesma situação.. Mas eu não quero que ela vá embora, eu a amo. A amo mais que qualquer coisa na minha vida, sem dúvidas. Sinto falta do sorriso dela, sinto falta das cantorias dela, estou cansada daquela cara de incômodo, das reclamações.. Eu a quero normal.. Eu sinto que sempre fui assim, por toda a infância que tive, mas ela não, ela foi depois de muito tempo, a conheci verdadeiramente, eu conheci aquilo que ela era e queria ser, diferente de mim, que nunca fui aquilo que queria na minha cabeça, como as pessoas normais conseguem fazer. Não me entendam mal, não digo de sonhos, digo de vontades mesmo, vontade de se vestir de determinada forma, ou falar de determinado jeito, com determinadas pessoas, ser você mesmo, entende?
Pois bem, eu nunca fui. Isto é terrível, acredite. Eu tento, mas as coisas me param, me freiam, entro em pânico, minha mente colapsa e me  calo, me perdendo na minha mente. É assim que acontece.
Com ela foi diferente, ela conheceu essa vida medíocre, depois de ter vivido e aproveitado muitas e muitas coisas, inclusive comigo. Mas não esta certo! Ninguém no mundo deveria ter uma doença da mente, é injusto, é muita dor.
                                 (Hora do remédio)                               
Mas hey... eu sempre fui assim, apesar de cansada ainda sei me virar, mas a tire disso, a devolva o sorriso lindo que ela tem, as bochechas coradas, os assovios na cozinha, os beijinhos mais carinhosos do mundo, o cheiro mais gostoso do mundo. Eu a amo! É minha avó, eu a amo mais que tudo!